UNICEF mostra importância do retorno das aulas presenciais

28/01/2022

Mais de 635 milhões de estudantes continuam afetados pelo fechamento total ou parcial das escolas. À medida que a pandemia de Covid-19 se aproxima da marca dos dois anos, o Fundo Internacional de Emergência das Nações Unidas para a Infância - em inglês (United Nations International Children's Emergency Fund) - UNICEF, compartilhou os últimos dados disponíveis sobre o impacto da pandemia na aprendizagem das crianças no mundo.

"Em março, marcaremos dois anos de interrupções na educação global relacionadas à covid-19. Resumidamente, estamos diante de uma perda quase sem volta para a escolaridade das crianças", disse Robert Jenkins, chefe global de Educação do UNICEF. "Embora seja fundamental retomar as aulas presenciais, apenas reabrir as escolas não é suficiente. Os estudantes precisam de apoio intensivo para recuperar a educação perdida. As escolas também devem ir além dos locais de aprendizagem para reconstruir a saúde mental e física das crianças, o desenvolvimento social e a nutrição".

Para a pneumologista e Especialista em Medicina do Sono, Jessica Polese, o retorno às aulas é um assunto que já foi bastante discutido e com o avanço da vacinação em crianças já no início deste ano, é o momento sim, do retorno das crianças ao convívio social e educacional. "Há um prejuízo cognitivo e comportamental que são consequência da pandemia entre crianças e jovens", explica a médica.

De acordo com a UNICEF, Um crescente corpo de evidências mostra que o Covid-19 causou altas taxas de ansiedade e depressão entre crianças e jovens, com alguns estudos descobrindo que meninas, adolescentes e pessoas que vivem em áreas rurais são mais propensas a experimentar esses problemas. Diante destes fatores, a pneumologista destaca que é preciso vacinar as crianças e completar o esquema vacinal dos adolescentes e jovens para que eles retornem com segurança às escolas. "Não é preciso um alarde por conta da presença de novas variantes do Covid e de gripes, as vacinas estão aí para a devida proteção", esclarece. "Precisamos estar atentos a este período que elas passaram em ensino remoto e que tanto afetaram o aprendizado, além da rotina", pontua.

Em relação ao sono, várias pesquisas demonstraram que dormir até mais tarde melhoraram índices de saúde de diversos jovens. "Também percebemos quantos deles perderam a rotina de sono adequada, sem atividades externas, sem gasto de energia correto durante o lockdown, que causaram ansiedade e até depressão", explica Jessica.

Assim, se chegamos a um ponto de um esquema vacinal completo e de pesquisas constantes para opções de remédios, entre outros, temos que enfrentar as variantes, e voltar a uma rotina até porque a própria Organização Mundial de Saúde, em recente declaração disse que "haverá imunidade geral por algumas semanas ou meses, por conta da vacina e por conta de pessoas que ficarão imunes devido à infecção".