Próteses de silicone: conheça os cuidados para a escolha certa

23/01/2020

Capixaba descobriu ruptura após sentir-se mal. Entenda como escolher a prótese na preparação para o procedimento

O mais recente estudo realizado pela Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP), publicado em agosto de 2019, mostra que foram realizadas mais de 1,7 milhões de operações no país, em 2018. Deste número, 60% foi para fins estéticos e o aumento de mama foi a mais procurada, com quase 19% das intervenções realizadas com a finalidade estética. E apesar de ser uma cirurgia muito desejada pelas mulheres, também é preciso ter alguns cuidados em todas as etapas.

No último mês, um caso de uma moradora de Vitória que teve uma ruptura nas próteses mamárias com sete anos de uso, reascendeu algumas dúvidas sobre os cuidados necessários ao realizar este tipo de procedimento. De acordo com a mulher, ela teria realizado uma cirurgia para o implante de próteses mamárias em maio de 2011. Sete anos depois, começou a se sentir mal, sentindo dores oculares, de cabeça e febre. Ela ainda teria percebido que estava com uma "íngua" na axila, o que a fez procurar um médico.

De acordo com o cirurgião plástico Fabrício Regiani os implantes mamários, em geral, não possuem um prazo de validade determinado. "Como todo material sintético, a prótese sofre desgaste com o tempo, podendo eventualmente se romper. A ruptura não é uma urgência médica, uma vez que nas próteses modernas, o gel é coesivo e não se espalha pelo organismo ou causa outros transtornos", comenta.

O médico ainda alerta que a prótese escolhida deve ter autorização de Anvisa. "Outra orientação é sobre valores. Como este é um produto que envolve tecnologia e preparo de especialistas qualificados, desconfie de preços muito em conta e facilidades de pagamento", alerta.

Entenda o caso

Após ser submetida a quatro avaliações médicas, que confirmaram a ruptura do silicone, a moradora de Vitória recorreu à garantia oferecida pela fabricante da prótese, antes de dar início aos procedimentos. Porém, o valor fixado pela empresa não cobriria as eventuais despesas da intervenção cirúrgica.

Em análise do caso, o magistrado destacou que foi deferido o pedido de tutela de urgência, determinando que a requerida custeasse a cirurgia para a realização dos procedimentos de substituição das próteses e que fornecesse novas. O magistrado ainda condenou a requerida ao pagamento de indenização por danos morais.