Outubro Rosa, vamos falar de reconstrução mamária?

13/10/2021

No ano passado (2020), mais de 2,3 milhões de mulheres no mundo descobriram que estavam com câncer de mama. Esse tipo de tumor é o que mais acomete a população feminina brasileira e representa cerca de 24,5% de todos os tipos de neoplasias diagnosticadas, segundo o Instituto Nacional de Câncer (INCA).

Algumas pacientes que passam pelo câncer de mama podem ter as mamas retiradas parcialmente ou totalmente (mastectomia). Após o período tão difícil pelo que estas mulheres já passaram, a reconstrução mamária é um alento e melhora a autoestima, além do fator psicológico.

De acordo com o cirurgião plástico, Humberto Pinto, a cirurgia de implante de silicone é a mais utilizada e indicada, mas dependendo do caso, existe outra forma de cirurgia conhecida como 'Retalho Abdominal'. "Neste caso, nós retiramos pele e gordura da região abdominal para utilizar na reconstrução dos seios, e também podemos optar por outras partes do corpo para o procedimento", explica o cirurgião.

Na maioria dos casos, a reconstrução mamária é feita logo após a mastectomia, porém não é, em todos, que isto acontece. "Algumas pacientes que precisam continuar o tratamento após a mastectomia, ou nos casos em que a retirada é maior, é preciso esperar por conta da cicatrização", explica.

Muitas ficam apreensivas com a reconstrução mamária, de se sentirem artificiais ou não se acostumarem com os novos implantes. Neste caso, Humberto explica que o cirurgião nunca irá fazer o trabalho sozinho. "Há toda uma avaliação com o oncologista, com a paciente e sempre iremos optar por uma prótese no tamanho natural, de acordo com o biotipo da mulher e da sua vontade", afirma.