Junho Laranja – Previna-se

12/06/2023

O Junho Laranja é uma campanha que conscientiza a população sobre a prevenção de queimaduras

De acordo com a Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP),as estatísticas mostram que a maioria dos acidentes que provocam queimaduras – 80% – acontece em casa e, em 40% dos casos, com crianças de até 10 anos. Todos os anos, cerca de 1 milhão de pessoas são vítimas desse tipo de acidente.

Queimadura é toda lesão provocada pelo contato direto com uma fonte de calor ou frio. Na maioria das vezes, as queimaduras são causadas por agentes térmicos, químicos, elétricos, radioativos ou até mesmo alguns animais ou plantas, como larvas, águas-vivas e urtigas.

O cirurgião plástico e Membro da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP), Humberto Pinto explica sobre os graus de queimaduras: "As de 1º grau são as que atingem as camadas superficiais da pele. Apresentam vermelhidão, inchaço e dor local suportável, sem a formação de bolhas; as de 2º grau atingem as camadas mais profundas da pele e pode ocorrer o aparecimento de bolhas, pele avermelhada, , dor, inchaço, desprendimento das camadas da pele e possível estado de choque. Já as de 3º grau atingem todas as camadas da pele e podem atingir os ossos", explica o médico.

As queimaduras podem acontecer por conta de líquidos superaquecidos, combustível, chama direta, eletricidade, agentes químicos e radioativos entre outros. "Neste ano a campanha gira em torno da eletricidade, com o tema 'Não se choque. Eletricidade queima', conta Humberto.

O médico pontua que o primeiro cuidado quando se queimar, é procurar ajuda médica. "Coloque a região queimada em água fria por cerca de 15 minutos (mas o jato de água não pode ser muito forte, pois agrava a situação) ou até aliviar a dor, seque com pano limpo e embrulhe.

Além disso, dependendo da gravidade de uma queimadura por conta de incêndios, acidentes de trânsito, lesões em locais específicos podem causar acometimento funcional. "Há um prejuízo da mobilidade do corpo, e podem acontecer em áreas como dobras de pescoço, cotovelo e axilas", afirma o cirurgião. O cirurgião plástico promove a cicatrização da área lesionada removendo o tecido desativado e em casos mais graves há cirurgias de enxerto. "Também existem casos mais leves onde realizamos pequenas cirurgias para uma melhora estética menor", pontua Humberto.