Espírito Santo e Brasil vivem cenário de feminização da velhice

10/12/2019

A negligência masculina com a própria saúde é um dos fatores que justificam as mulheres viverem mais que os homens.

As mulheres vivem mais que os homens no Espírito Santo e no Brasil. Foi o que mostrou a Tábua de Mortalidade 2018, divulgada recentemente pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Segundo a pesquisa, enquanto a expectativa de vida masculina no País é de 72,8 anos, a feminina é de 79,9. No Espírito Santo, esses números aumentam para 75 e 82,8, respectivamente.

Para o psicólogo da Jequitibá Residência Assistida, Gustavo Souza, os dados revelam um cenário de feminização da velhice. Segundo o profissional especialista no atendimento a idosos, são muitos os fatores que levam os homens a viverem menos: violência social, acidentes, abuso de álcool e outras drogas e a negligência com a própria saúde.

Muitos homens, por exemplo, não possuem o hábito de realizar exames periódicos, muitas vezes por preconceito e machismo, como acontece, por exemplo, com os preventivos para o câncer de próstata.

O discurso escutado desde a infância de que 'homem não chora' pode fazer com que ele cresça entendendo que não precisa ou mesmo que não pode pedir ajuda. Com isso, seguimos sem conhecer a origem do que sentimos (quando nos permitimos sentir, diga-se de passagem!) e sem dar a devida atenção aos cuidados com a própria saúde. Para um bom envelhecer, o cuidado consigo, no presente, deve ser uma máxima vivida diariamente. Para isso, dentre outras ações de cunho preventivo, prestar mais atenção ao próprio corpo e realizar acompanhamento médico periódico é fundamental", afirma Gustavo.