Dia Nacional de Combate ao Câncer Infanto-Juvenil, celebrado nesta terça-feira (23), alerta para importância do diagnóstico rápido

22/11/2021

O câncer infantil é uma doença que têm em comum a proliferação descontrolada de células anormais e que pode ocorrer em qualquer local do organismo.

Segundo a oncologista do São Bernardo Oncologia, Sara G. Mazala Frizzera, os tumores mais frequentes na infância e na adolescência são as leucemias que afeta os glóbulos brancos e os do sistema nervoso central e linfomas.

Outros tumores que acometem as crianças e adolescentes são o neuroblastoma (tumor de células do sistema nervoso periférico, frequentemente de localização abdominal), tumor de Wilms (tipo de tumor renal), retinoblastoma (afeta a retina, fundo do olho), tumor de células germinativas (das células que vão dar origem aos ovários ou aos testículos), osteossarcoma (tumor ósseo) e sarcomas (tumores de partes moles).

No entanto, segundo a oncologista, em torno de 80% das crianças e adolescentes acometidos de câncer podem ser curados, se diagnosticados precocemente e tratados em centros especializados. "A maioria deles terá boa qualidade de vida após o tratamento adequado", afirma.

Tratamento. O tratamento do câncer infantil é determinado com base no tipo e estadiamento da doença. As opções podem incluir cirurgia, radioterapia e quimioterapia.

Alguns tipos de câncer infantil podem ser tratados com altas doses de quimioterapia seguida de um transplante de células-tronco. Algumas novas opções terapêuticas como a terapia alvo e imunoterapia, também se mostraram promissoras no tratamento de alguns tipos de cânceres infantis. "Os cânceres infantis geralmente respondem bem à quimioterapia, uma vez que a maioria das formas de quimioterapia afeta as células que estão em desenvolvimento", afirma Sara.