Crianças podem ter melanoma?

23/12/2019

Apesar de raros, os pequenos que ficam muito expostos ao sol podem, sim, desenvolver a doença. Saiba como prevenir!

Responsável por 33% de todos os diagnósticos no Brasil, o melanoma, também conhecido como câncer de pele afeta muitos adultos. Embora rara, a doença também pode ocorrer em crianças.

Segundo dados do Instituto Nacional de Câncer (Inca), a cada ano são registrados 180 mil novos casos de câncer de pele. Por conta desses dados, a Sociedade Brasileira de Dermatologia promove a campanha Dezembro Laranja, que visa a conscientizar sobre a prevenção da doença.

"O câncer de pele pode se apresentar como alteração de uma área da pele devido à proliferação atípica de uma das camadas que a compõem, podendo se manifestar com ardência, sangramento, coceira, erosão de difícil cicatrização", diz o especialista em saúde infantil, Jovarci Motta.

Vale lembrar que a pele da criança é mais sensível do que a do adulto, por isso é necessário mais cuidado do que o normal. Motta destaca que "o diagnóstico precoce é a melhor forma de evitar disseminação local ou à distância (metástase) da doença, defendendo-nos tipo de câncer de pele".

O médico pediatra reforça que a prevenção é a melhor forma de combater a doença. Para isso, deve-se evitar os horários de maior incidência dos raios solares, uso diário e correto de filtro solar e com proteção, como o uso de bonés e chapéus.

"É importante também consultas regulares anuais com o médico para exame clínico da pele, buscando evitar lesões suspeitas e avaliação precoce delas", recomenda Motta.

Fatores de risco

O câncer de pele não é uma doença contagiosa, portanto a criança pode socializar normalmente com outras. O especialista pontua que crianças de pele e olhos claros, ruivas, com sardas ou albinas têm predisposição à doença. Além disso, exposição excessiva e repetida à radiação natural e artificial, histórico familiar de câncer também aumentam as chances de desenvolver o câncer.

Tipo

Existem diversos tipos de câncer de pele, porém o mais comum é o não melanoma, também conhecido como carcinoma basocelular (CBC). Este tumor aparece nas células basais, que se encontram na camada mais profunda da epiderme - a que está localizada na parte superior da pele. Tem baixa letalidade e pode ser curado em caso de detecção precoce.

Como identificar?

Se você conhece bem o corpo do seu filho, qualquer manchinha que aparecer te deixará em estado de alerta. Entretanto, de modo geral, todos os sinais que surgem nas crianças tendem a ser benignos. Para te tranquilizar segue uma regrinha bem interessante: a do A, B, C, D e E. Vamos lá?

Assimetria: Costumam surgir pequenas manchas pigmentadas que geralmente apresentam forma arredondada. O especialista aconselha observar algum sinal de assimetria para evitar suspeitas;

Bordas irregulares: O nevus, também conhecido com tumor, possui bordas arredondadas, entretanto, os cancerígenos apresentam as bordas angulares, podendo se espalhar mais de um lado da pele do que outra. Fique atento!

Cor: Uma das coisas mais importantes é a cor, segundo o médico. Quando apresenta cor uniforme indica normalidade, se estiver em outro tom é bom ficar alerta.

Diâmetro. Se o tumor for maior que 0,5 cm pode ser um caso de câncer de pele. "Olhe o sinal com maior atenção, busque um dermatologista e faça exames, pois ali embaixo pode ter um melanoma", aconselha Motta.

Elevação: Por último, mas não menos importante, a elevação dos tumores podem até ser normais, mas não quando há a presença de um pequeno relevo que se apalpa e não é visto somente. Por isso, procure o médico, alerta o médico.

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