Covid pode causar disfunção erétil e diminuição do pênis em homens. Fisioterapia pélvica pode ser aliada na recuperação

18/01/2022

Entre as tantas sequelas de Covid-19, duas delas estão diretamente relacionadas à saúde sexual masculina: a disfunção erétil e a redução do tamanho do órgão sexual masculino. Recentemente, um homem de 30 anos revelou em um podcast americano que seu pênis encolheu 3,8 cm após o diagnóstico, o que causou surpresa nos ouvintes.

Porém, uma pesquisa publicada no periódico World Journal of Men's Health, revelou que partículas do Sars-CoV-2 podem permanecer no tecido do pênis mesmo após a recuperação do paciente e, assim, contribuir para estes problemas, como explica a fisioterapeuta pélvica, especialista em saúde da mulher e do homem, Raquel Pompermayer.

"Muitos pacientes, que contraíram a doença, têm apresentado quadros de disfunção erétil. A ereção depende do fluxo sanguíneo adequado e a Covid-19 provoca um estado hiperinflamatório que altera esse fluxo, levando a disfunção erétil, que por consequência leva a atrofia do órgão", afirma a especialista.

"A Fisioterapia pélvica oferece exercícios de treinamento desses músculos e dispõe de recursos especializados para ajudar na melhora muscular e vascular do órgão sexual masculino, o que trata a disfunção sexual e consequentemente a atrofia peniana. Este protocolo é individual e trabalha os músculos do assoalho pélvico, dentre eles o bulboesponjoso e o isquiocavernoso, que auxiliam diretamente no processo de ereção", esclarece a fisioterapeuta.

Técnicas que podem ser usadas para disfunção éretil

Neuromodulação - estímulo sensorial para reinervação melhorando o funcionamento dos nervos da região pélvica.

Biofeedback eletromiográfico - é o aparelho utilizado para captar informações da musculatura do assoalho pélvico: força, função e coordenação, transformando em informações visuais para o fisioterapeuta e o paciente. Essa técnica tem como objetivo trabalhar a força muscular e a coordenação muscular.

Ondas de choque - é uma forma de tratamento não invasiva. Utiliza um aparelho que envia ondas de som na região pélvica e peniana promovendo vascularização dessas regiões e estimulando a circulação sanguínea no local. O tratamento tem se mostrado eficaz em pacientes que sofrem de disfunção erétil, inclusive em pacientes com comorbidades de hipertensão, diabetes e o pós-covid.

Vibroterapia - é promovida através de equipamentos eletrônicos que produzem vibrações para trabalhar a sensibilidade peniana. Tem como função principal aumentar o estímulo para a circulação sanguínea.

Vacuoterapia - é indicada para prevenir a atrofia peniana (encurtamento e afilamento do pênis). Melhora a circulação e nutrição dos tecidos, estimulando também a função da musculatura responsável pela ereção. Além dos exercícios da musculatura do assoalho pélvico que promovem força e resistência para manutenção de uma ereção eficiente.