Médicos e pacientes discutem diagnóstico...

Publicado em 27/10/2015 às 15h07

Médicos e pacientes discutem diagnóstico e sintomas da Doença Falciforme em Vitória

Enfermidade tem alta incidência no Brasil e no Espírito Santo e pode levar à morte

Dores nos ossos, sudorese, taquicardia, dores nas extremidades, febre alta e sucessivas infecções são alguns dos sintomas da Doença Falciforme, que será debatida por especialistas entre os dias 5 e 7 de novembro, no Centro de Convenções de Vitória, durante o VIII Simpósio Brasileiro de Doença Falciforme (DF).

Com alto potencial de incidência no Brasil por conta de sua população negra e mestiça, a enfermidade será discutida por médicos e pesquisadores nacionais e internacionais no aspecto político, econômico e social. No Espírito Santo, por exemplo, há uma concentração de pardos e negros da ordem de 57%, colocando os capixabas na lista dos grupos com probabilidade de desenvolvimento da DF.

A Doença Falciforme (DF) se caracteriza como uma enfermidade crônica, genética e hereditária. Tem origem milenar na África e resultou de uma mutação nas hemácias de povos daquele continente. Essas hemácias, em lugar do formato redondo, adquiriram a feição de uma foice – daí o nome da doença, falciforme –, que vem do inglês sickle (foice), haja vista que a sua descoberta por pesquisadores ocorreu nos EUA, há pouco mais de cem anos.

O VIII Simpósio de Doença Falciforme é aberto ao público, com inscrições no sitewww.8simposiodoencafalciforme.com.br, e servirá para agregar e compartilhar conhecimentos, pesquisas e as questões que permeiam a atenção às pessoas com a doença. O evento vai aprofundar exatamente o conceito de redes de atenção à saúde no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS).

De acordo com especialistas, a doença exige atendimento na rede pública de saúde, cujo desafio é proporcionar o aprimoramento e a qualificação dos profissionais que atuam no SUS para conhecer, identificar e cuidar das pessoas com DF. O Ministério da Saúde reconhece a necessidade de investimentos e esforços para que o SUS saiba acolher o paciente em todos os seus níveis.

O simpósio terá na presidência geral a médica capixaba Cecília Figueira, da UFES, oncologista e estudiosa da DF. O comitê científico será presidido pelo médico Paulo Ivo Cortez de Araújo, hematologista do Instituto de Pediatria e Puericultura Martagão Gesteira, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (IPPMG/UFRJ), especialista em DF e assessor do Ministério da Saúde.

 

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